quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Conto: Risco de guerra

De repente olho para o céu e vejo, com o olhar de criança, uma aeronave de guerra, enorme, fantátisca. Eu vi que eu estava vendo. Entende? Eu parecia um fantasma adulto vendo eu-menino, criança impulsiva, olhando uma cena de uma possível guerra. Eu pulava e gritava “Mãe, mamãe, vem ver, vem ver. Logo!” Ao que me respondeu, minha “mãe”, que era minha esposa: Estou ocupada, menino! -Vem logo, vai bater, vai cair. O que menino?! Um avião do Exército. Um passou pra lá, outro ia saindo das nuvens, parecia o Daileon saindo dentre as nuvens. Chegou a raspar naquele prédio, mas não estou vendo fumaça. Ela foi-se lavar os pratos, enquanto eu falava pra mim: Ela não acredita n’agente. Magno Holanda

sexta-feira, 21 de junho de 2024

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Lugar vazio

... tanta coisa ao meu redor..., tanta, tantas... ... tanta gente pra lá, pra cá, cá dentro, cá fora, cá hora. Este não, esta não, aquela não, aquilo também não, nem mesmo o chão, talvez apenas aquele pião carrapeta acolá, no tempo... Aqui não e lá tampouco, em lugar algum. Não quero vida e tampouco não vida. Eu quero querer, um lugar, não não, quero não querer lugar algum 😢. ... lugar algum, tudo vazio, sem nada, sem ninguém, sem Deus. Embora repleto de coisas, de pessoas que não significam.... Por Magno Holanda

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Deseducados

... ele quebra o vento veloz, levando consigo um amontoado de istudantis. sob sob ladeira, fica mais lento..., parou. De repente, sorridente, alguns sem dente, colocam os braços fora do busão e sacodem educadamente frascos de refrigerante e sacos de pipoca. ...e o motorista? piolas de cigarro sobre a pista.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Eternidade dos que amam

"...não quero estar sempre ouvindo o eco da minha própria voz... grite comigo, ame comigo, viva comigo e escutemos juntos nossas vozes ecoando... aqui e na eternidade[... na eternidade dos que amam]." MAGNO HOLANDA

domingo, 20 de agosto de 2023

POEMA "A VOZ DIVINA"

... no alto, do alto, um silêncio infinito, desesperador, acelerador do sofrimento dos sofridos,... um silêncio depressivo de quem não nos ouve. No alto, sem vozes a nos falar. Que silêncio tristonho! Talvez a voz não esteja lá, mas cá dentro ou ao nosso redor, - a voz divina. #magnoholanda

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Desencanto

Miniconto: Desencanto -E aí? -O encanto acabou. -Tá bom! Até... *Meses depois... -Ainda lembra de mim? -Como não...? -Então...? -Não. Meu encanto se foi também. -O meu voltou. Por que não procura o seu? -Se foi sem dizer pra onde. Apenas disse que não voltaria. #magnoholanda

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

FOME DE ÍNDIO

 



... Índio sem fome, sem fone, sem denúncia,

... Índio sem fome, que não come, já não sente nada.

Que conspira, pira, mija...

Sem sem água, sem baba.

Índio sem carne, exoesqueletado.

Até as onças foram piedosas, mas os humanos desumanos são gélidos ou quentes com o fogo do capeta, eta 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Política

 


Por MAGNO HOLANDA


Acordo..


Olho... e me espanto!


Rua escura, silêncio.


Estou só.


Nem mesmo a minha sombra 


companhou-me.


Uma meia luz... adiante,


e um velho maltrapilho,


moribundo,


banguelo,


sujo,


doente... e morto.


A imagem daquele velho 


entrou em mim 


sem que eu a permitisse.


Estava dentro e fora,


sempre com um título de eleitor na mão 


O velho era um zumbi,


ia votar,


Votando,


Votado.


O velho era político.


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segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Olhe a vida

 



Olhe a vida e a veja acontecer, ... , perto ou longe! Olhe a vida passar lenta ou rapidamente, mas contemple-a!!! 

Não feche os olhos, veja a vida, as cores, as pessoas, os pássaros, a natureza,. Olhe a vida com os olhos, com os dedos, com o paladar, com o olfato.

 Olhe a vida com a alma, ... , com a calma. Contemple cada coisa incrível que puder!!!] 

Magno Holanda 


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domingo, 27 de março de 2022

Não nasci, não nascemos

 


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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Alma sem curva

 


Os sons de Deus guia a tua alma inquieta para lugares tranquilos... dançantes... nos movimentos interessantes de uma alma sem curvas... sem nada... vazia de si mesma... repleta de Deus....

MAGNO HOLANDA 


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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Fujo de revelar-me

 


...fujo o tempo todo de revelar-me...!

... mas há em mim uma explosão de necessidade de dizer-me...!

!... calo minha boca, outras tantas coisas falam por mim..., de mim!

..., e , ... mesmo que completamente venha calar-me para não dizer-me a existência,

                                                , ainda assim,

As mentes que me veem hão de ler-me e interpretar-me,....................................,

Formulando algo a meu respeito...!...] 

Por MAGNO HOLANDA


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terça-feira, 16 de novembro de 2021

Desarmonia

 

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segunda-feira, 1 de março de 2021

 



CONECTADO (reminiscência)

 

... sobrevoei minha infância e fiz chover no passado, sim, derramei minhas lágrimas sobre aquele lugar, que sou, que estava eu e outros eus, brincando de ser eu, de ser outros.

Olhei e me emocionei com minha insignificante existência, mas muito emocionante para mim.


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Estou conectado a tudo aquilo. Sim, aquilo sou eu, aquela terra, que já não existe, assim como o eu menino que também se foi... Não é qualquer terra, lá. Foi a terra em que me sujei, que brinquei, que sorri.

Ah, aquelas ruas, aqueles velhos, aqueles meninos, aquelas igrejas, aquelas padarias. Tudo sou eu.

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Sinto sua energia todas às vezes que passo por lá e olho para todos os cantos me esperando, me procurando, vendo se eu volto, se apareço naquela esquina da pedra, com uma bola canarinho em baixo do braço, aguardando os colegas aparecem para jogarmos futebol, de dupla ou de seis, do internacional de Isaque, de Derli ou do Grêmio de Sandrinho, Ou do Pano de chão ou Cruzeirod e Lincol. Mas eu não vim..., não fui.

 

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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

TRIBUTO à Rua Antônio de Brito Lira (Reminiscência poética)

 



Por MAGNO HOLANDA

 

Não sei onde nasci, mas posso sentir que ali surgi.

Não, não fisicamente, acho que em outro lugar ali perto, mas a alma parece que nasceu ali.

Foi lá que senti as primeiras e mais importantes emoções, tensões, solidões, vazios estomacais, crenças, descrenças, leituras, aventuras..., sonhos sonhados, esperança utópicas...


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Comida lá, sem sal, com sal sem comida. Papa de farinha, com margarina. Que delícia!? Garrafas de Tai, Crush, Baré... para trocar por pão.

Brinquedos improvisados, rolimãs, carroça de mão. Descíamos em sua pequena ladeira, enorme para nós crianças.

Ah, quando chovia, a rua tornava-se em rio. Era uma aventura! Depois da chuva, íamos brincar de corrida de barquinhos com semente de pé de peão.

Lá tinha futebol, no Maracanã, no Morumbi, na esquina de Neuza, na Ezequias Trajano. Lá tinha os gols de Neto na trave do muro de Seu Artur – Geládia, e nos jogos de time de ficha.

Lá tinha jogos de baralho, dominó todas as noites e madrugadas. Tinha crianças diversas e vizinhos sem dó.


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Lá tinha amigos sempre, de vez em quando e de uma única vez.

Lá tinha muita fofoca. Das mulheres? Não! Os homens dominavam essa arte feminina.

Lá todos eram divertidos: a velhinha Tida, o psicopata, os meninos de areia, as namoradinhas, o umbigo de laranja cravo... da outra Rua.

Lá tudo era magia, energia, brincadeira de criança, de adolescente, sem dente...

Lá tinha malhação, Airton Senna, pé de palmeira, asneira, esmola, as estudantes que estudavam, as alunas que por ali passavam como corredor para a escola Severino Cabral.

Por lá passavam vacas (Aliança), bois, bodes (seu Pelé), cachorros (Lobinha), gatos (Mil, Lorem, Xaninha), gaturões (sem penas), gaviões...

Por lá andavam crentes, macumbeiros e católicos (respeitosos)...

Sim, por lá, naquela pista, corriam Nelson Piquer, Airton Senna, Jean Alesi...

Por lá se ligava a grande Green Ville, sede do maior clube de pelada campinense, o Vila Nova.

Lá parecia muito treva, na minha casa, mas com muitos anjos nos ajudando – Dona Adalgisa, Seu Artur, Dona Maria...

Hoje ela chora a nossa ausência. Ela já não é feliz como fora outrora, quando nos via, sorrindo, brincando de “Que rei sou eu?”.

Lá até os postes de iluminação eram nossos amigos e participavam de nossas brincadeiras de esconde-esconde, polícia e ladrão. Quando não brincavam serviam de ponto de sinal de trânsito de bicicletas, como trave de futebol ou simplesmente eram nossos observadores contentes. Os postes da Rua Antônio de Brito Lira eram felizes.

Rua Antônio de Brito Lira, nem sei quem és (o teu nome), mas sou teu filho.

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Paraibano (Maranhão) ❤️

A história de Paraibano, começa no ano de 1920 com a chegada do paraibano Antônio Brito Lira acompanhado de 6 filhos, entre estes uma mulher, onde encontraram morando em uma cabana de palha, o maranhense José Fernandes, pobre e sozinho, que se dizia dono das terras. Após comprar a propriedade de Fernandes, Antônio Brito juntamente com seus filhos, trabalhou muito na produção agrícola o que atraiu outros lavradores.

De 1920 a 1930 construíram as primeiras casas de tijolos, cobertas de telhas. Fundaram várias casas comerciais, e com o lucro das vendas, compraram caminhões para transportes dos produtos agrícolas para os estados do Ceará, Paraíba, etc.

Nessas viagens de negócios, traziam mercadorias e novas famílias interessadas no desenvolvimento do lugar, o que resultou no desenvolvimento do povoado, que pertencia a comarca de Pastos Bons. Inicialmente o lugarejo foi chamado de Brejo devido ao clima chuvoso. Depois passou a se chamar Brejo dos Paraibanos, em virtude da quantidade de paraibanos ali instalados.

Em 1931, João Brito Lira (um dos filhos de Antônio Brito Lira) resolveu organizar uma feira, onde os moradores pudessem vender seus produtos. Isso contribuiu para o desenvolvimento local. Com a frequência nessas feiras de pessoas dos arredores e até mesmo da comarca de Pastos Bons, a família Brito Lira resolve em 1932, construir a primeira casa de 1 andar, hoje conhecida como Sobrado.

Em 1937, construíram a primeira capela para o padroeiro da cidade, a igrejinha de São Sebastião, exatamente onde ocorriam as feiras. Anos depois vem a construção da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e do Mercado Público em 1945.

Em 1952, o povoado Brejo dos Paraibanos, já estava idêntico a sua sede Pastos Bons, tendo inclusive um comércio superior. A população deseja que o povoado passe a elevar-se como cidade.

Começa então um movimento, encabeçado por Antônio Diniz Barros e Guilhermino Brito Lira, que conseguem um abaixo-assinado com mais de 500 assinaturas que foi apresentado ao Deputado Antônio Gonçalo Moreira Lima, que elaborou e apresentou o projeto à Assembléia Legislativa, acrescentado, que se aprovado o povoado se chamaria Paraibano, em homenagem aos seus fundadores.

Em 30 de dezembro de 1952, pela Lei 841, foi criado o município de Paraibano e instalado solenemente em 1º de Janeiro de 1953. No dia 6 de Janeiro de 1953, foi nomeado pelo governo estadual, o primeiro governo do município de Paraibano, o senhor José Brito Lira (filho de Guilhermino Brito Lira).

Desmembrado de Pastos Bons, Paraibano teve sua primeira eleição no ano de 1954 (com 2.000 votos) sendo vitorioso Nicéias Mendes Vieira, que foi empossado em 31 de janeiro de 1955,faleceu meses depois sendo substituído pelo vice-prefeito Antonio Ribeiro.

Dados Históricos:Prof. Sulamita Ribeiro

domingo, 24 de maio de 2020

FLOR NEGRA





Por MAGNO HOLANDA



[... a flor negra por trás da escuridão...
Por trás do monte,,, na noite acalentada...
Em meio aos cânticos noturnos, estrelados e góticos!


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...] a flor da noite, escura, majestosa, canta...
Canta... os arrepios do fim da vida..., da existência,
Sim, em sua esplendorosa complacência dos humanos....

...aquele lugar seco, destemido, encerrado,... inspira...[
A fuga para a vida..., anima para a existência,,, à aqueles que respiram..., ainda aspiram...


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[...a flor da noite...]

Deitado, abraçado ao chão quente, destruído...
O humano, na noite escura, desafia a si mesmo...
[... na mente, sem consciência...]
... na autodestruição de si – na respiração da flor negra, numa noite de escuridão...]


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domingo, 5 de abril de 2020

!... EU E O TEMPO...!




Por MAGNO HOLANDA


...[...eu e o Tempo!...!...!]
O tempo! Ah, o tempo!
...que nos conduz a eternidade à ...,
... que nos torna finitos.


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                                             ..............................................
................................ sim, o tempo que marca uma forma! Disforma! Multiforma..................!
                                               .....................................................
Agora, o tempo, no tempo transforma,,,,,, a forma do tempo!

,,, -ànão, não sei mesmo as formas diversas e múltiplas que o tempo me reserva...!
                                             ......................................................
............................................................. só sei que a eternidade me espera, ansiosa........
                                            ...findando minha forma e vida finita!

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domingo, 1 de março de 2020

ÀS VEZES...!




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Por MAGNO HOLANDA


Às vezes sou o que sou,
 ... às vezes sou o que tento ser,
 ... às vezes sou o que posso ser,
 ... às vezes sou o que me resta ser,
 ... às vezes sou o que me mandam ser,
 ... às vezes sou e não sou,
 ... às vezes sou engano, às vezes sou dentro ou fora, dentro e fora,
 ... às vezes sou deus,
 ... às vezes sou verme eufêmico,
 ... às vezes sou a morte,
 ... às vezes sou a vida que se autoconsome,
 ... às vezes... infinitamente.... às vezes..................................

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